sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Dezenove de outubro

Pois bem,
não há mais cor no velho vestido
calor no cobertor
a suavidade dos beijos que havia
deram lugar a agonia
desta singela amarga dor
Não vale a pena, meu bem
apagar as labaredas do fogo que nos restou
se na madrugada, a luz não está mais acesa,
as velas não estão mais na mesa
a velar o nosso amor.
Então, por qual motivo,
ainda guardo o velho vestido?
Por que passo as noites a sonhar
embaixo do cobertor frio?
É o acaso que me conta esta história
de guardar-te na memória
nesta infinitude de vazio.

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